“Senhor:
Dá-me serenidade para
aceitar as coisas que não
podem ser mudadas.
Coragem para mudar as que posso.
E discernimento para distinguir
umas das outras.”
Não existem problemas, só soluções!
Isso quando compreendemos que determinadas coisas devem apenas serem aceitas, pois a resolução não está em nossas mãos. Está na de outrem ou na de uma inteligência muito superior, como a de Deus.
A única solução para alguns problemas é aceitá-los.
Com isso, não estou querendo dizer que devemos deixar os problemas ao sabor dos ventos; ou entregá-los nas mãos de Deus. Afinal, diz a Bíblia: “Fazei sua parte que Eu lhe ajudarei”.
O difícil é distinguir o que pode e o que não pode ser mudado.
Eu uso e ensino aos meus clientes o seguinte método: se para mudar uma situação, você já tentou um caminho e não deu certo. Tentou outro, também não solucionou o problema. Tente, enquanto tiver caminhos. Porém, se estes cessarem – se já não existir nenhuma nova idéia – cesse também as tentativas, senão ficará “malhando em ferro frio”.
Assim, para os tipos de problemas acima citados a solução é a aceitação. Pode não ser a desejada, mas nem por isso deixa de ser uma solução.
Somos ainda crianças mimadas que batemos os pés e dizemos: “eu quelo, eu quelo, eu quelo”. Esquecendo-nos que as coisas não são como queremos e sim como podem e devem ser.
As pessoas comumente dizem: “eu não aceito”, “eu não admito”. Por isso, meu filho, na época com seis anos, permitiu que sua alma milenar expressasse: “minha mãe, ensine para minha avó que na vida a gente não tem que admitir, nem desadimitir nada. A vida é o que é, as pessoas são o que é”.
Quando entendemos que “o que não tem remédio, remediado está”, é porque estamos começando a aprender ou já aprendemos um valor sublime – a resignação.
Um ser resignado não é um ser acomodado.
É apenas alguém sábio o suficiente
para compreender as limitações humanas.
Um ser resignado é um ser adaptado à realidade.

(livro "Provérbios - Sabedoria do Povo)
Nenhum comentário:
Postar um comentário